sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O cheiro da nova estação [3]



Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta que hoje eu me gosto muito mais, porque me entendo muito mais também. E que a atitude de recomeçar é todo dia, toda hora. É se respeitar na sua força e fé e se olhar bem fundo, até o dedão do pé!
(Gonzaguinha)

Achei que 2012 não me motivaria a escrever, como costumo fazer nessa época. Sempre escolho uma palavra para definir o ano, e confesso que dessa vez fiquei bem confuso – e continuo. Então, talvez a palavra de 2012 seja confusão! Depois de 2011 repleto de conquistas que mudaram completamente a minha vida – para melhor – tinha a sensação que 2012 não o superaria. De fato, não superou. Que ano confuso, viu?!

Mas houve tantos pontos positivos que seria injusto deixar que todo resto fale mais alto. Ciclos se encerraram. Outros não. Fiz amizades, e isso é muito! Amizades verdadeiras. Se eternas, eu não sei, mas verdadeiras. É que temos o péssimo hábito de acreditar que tudo o que é de verdade é para sempre. Pode ser que sim, pode ser que não. É sorte, destino, qualquer-coisa-do-tipo. Mas têm coisas que chegam ao fim e nem por isso deixaram de ser verdadeiras enquanto existiram e é pura ignorância e romantismo exagerado acreditar que tudo tem que ser infinito. Que seja, só enquanto dure. 

Outras pessoas se reafirmaram dentro de um cenário de reencontros que me fizeram indescritivelmente feliz. Houve reaproximação e amor. E isso também é muito. Ainda tem aqueles que chegaram para ficar, espero que para sempre. Encontro marcado por uma força maior que nos move. Gente de bem atrai gente de bem. É energia, a gente não vê, mas existe. 

Vi um show da Baby, dois da Vanessa, um de Los Hermanos, Caetano ao vivo. Vi filmes, respirei arte. Não consegui ver a filmografia completa de Almodóvar, mas deixei o trabalho adiantado. Acho que não passa de 2013. Chorei com Woody Allen. Tive o melhor aniversário da minha vida. Sorri em silêncio diversas vezes vendo como meus pais ainda se divertem juntos, mesmo depois de tantos anos de casados e de tantos problemas que já enfrentaram. Como são companheiros, confidentes, parceiros, amigos, apaixonados. Quero um casamento assim!

Teve mais: acho que nunca fui a tanta festa em um ano. 2012 foi uma festa, quase que literalmente. Me permiti beirar a insanidade e não há nenhum arrependimento nisso. Virou história para contar. Bebi, dancei, beijei na boca de quem não devia – e nem foi porque anunciaram, garantiram que o mundo ia se acabar. Fiquei bêbado algumas vezes e olha, todo mundo devia se permitir isso. 

Relendo o “O cheiro da nova estação” de 2010, falei que vi meus pais e meu irmão sem as dores que nos atormentaram por tantos anos. E agora, dois anos depois, vejo que Deus se revela dessa forma: o que vem de bonito diminui o peso de acontecimentos passados. E hoje, apesar das coisas que fizeram de 2012 um pouco complicado e pesado, não há espaço para falar de dores. Disse também que felicidade é algo como estar pleno, e que de 2011 isso não passava. Dito e feito. E foi tão bom que vem me acompanhando até agora, e vai continuar assim, porque “quem tem Deus como império, no mundo não está sozinho” (gente, em 2013 vou ver Marisa Monte pela primeira vez na vida. Vai ser O ANO!).

Esse ano tá ficando pra trás, confuso que só ele. Mas permito que as boas lembranças sejam mais relevantes. O que não foi tão bom serviu de lição e crescimento. Ah, teve isso: esse foi um ano de crescimento. E a sensação de evoluir enquanto pessoa é impagável. Só isso já valeu 2012. Fiquei mais leve. Fiquei mais solto. Fiquei mais jovem. Fiquei mais louco. E não há arrependimento nenhum. Defendi quem sou com a ajuda de muitos. Ganhei um novo olhar sobre as coisas, que me fez sentir orgulho de ser assim. Repetindo 2011, tive crises de identidade. Chorei de saudade. Sorri de alívio. Tive orgulho de mim.
Li uma vez, já citei, e repito adaptando: 

“Feliz dois mil e treze. Luz e sorte. Amor. ‘Te desejo amor de verdade’, li certa feita, e não era pra mim, mas eu abracei e falo ao céu azul aspergindo para o mundo todo. Super destino para todos.! Que o meu paraíso esteja sempre florido e perfumado e feliz. Que sejamos todos assim!”.

É isso! Desejo um 2013 de paz, de amor, de fé, de esperança nas pessoas e na vida, de verdade, de luz, de sabedoria, de saúde do corpo, da mente, dos sentimentos e do espírito, de boas energias, de realizações, de acontecimentos positivos, de encontros, de viagens, de produtividade, de Deus, de arte, de música, de porra-louquice responsável, de dança, de calma, de orações de agradecimento, de evolução, de segurança. Que possamos colher o que plantamos e que possamos plantar o bem!

Que não nos falte amor de graça! Que não nos falte motivo para gargalhar!
Que vejamos, todos, vir vindo no vento o cheiro da nova estação.
Super 2013!


Então, os agradecimentos

Aos de sempre:
Meus pais e meu irmão, minha base, minha primeira e maior definição de amor. Que estejamos cada vez mais unidos. Nós somos os melhores, sempre.
Aos parceiros de uma vida toda e para a vida toda, Paloma, Larissa, Bianca, Silvio, Tio Mauricio, Sikita, Vinícius, Fernando, Marília, Filipe, Alan, Landa, Gadinho, Lore, Nati, Alysson, Lili, Pati, Robson, Alan, Tinum, Karla e tantos outros. 

Por serem os primeiros desde a nova fase de minha vida, e por terem um lugar que ninguém jamais vai ocupar, a Eduardo e Kirk. Vocês são meus irmãos!

Por estarmos tão próximos e o bem que isso me fez/faz, a Mari, Fátima e Eirene. Não existe mais Vitor sem vocês. E Eirene, pela felicidade de ter passado o último réveillon com você e agora por me fazer conhecer na pele o que é saudade. E antes que ela ache que eu esqueci, a Nina, que chegou nos 45 do segundo tempo de 2011, e veio pra vida toda. Obrigado pelas palavras de incentivo e por me fazer saber do meu valor!

Aos que eu ganhei no ano passado e permaneceram e vão permanecer sempre, e onde eu encontrei paixão igual pelos signos, a Rafael (amigo, cúmplice, confidente. Tanta história, né? Te amo muito e não nos assuste mais), Dizu (binhãããão), Aninha (saudade das nossas conversas, a primeira a perguntar se eu era gay e ouvir um SIM. Inesquecível, vei... hehehe), Thais (deliciaaaaan), Carol, Natu, Milla, Indi, Dora...



Pela alegria de toda noite, a Nati (bebê!), Arícia (não vai me converter nunca!), Emile (dividimos Almodovar. Te amo e me orgulho muitooo), Camila (que feliz de termos nos aproximado, depois do tanto que eu já te odiei), Márcio, Ricardo, Matheus, Coutinho, Isabele (risos), Thiago, Aline Castelo Branco, Tai, Camila Paranhos, Sleiman, Liu, Dalila (gostos quase idênticos. Reveja isso e vamos ser felizes. Hahaha), Silvia (professora ou mãezona?), Julinha (tão doce!).

Pelas alegrias divididas ao longo do ano. Uns mais presentes, outros mais ausentes, mas todos meus amores, a Juliana (por todos os momentos que, numa grata surpresa, tivemos em 2012, e por todos que ainda vamos ter para sempre. Marisa Monte que nos aguarde, Jubs! 2013 que nos aguarde, Jubs! E ouça meus conselhos, sempre. E eu ouço os seus.), Xamile (te amo taaaaaanto, pequenuxa), Renata (a amiga da prima que virou amiga e já é pra vida. Nem é mais tão fria, gente. Já é quase puro amor), Aline (a amiga da prima que virou amiga e já é pra vida 2.), tio Eduardo, Marcela Furtado, Larota (2012 valeu por você ter voltado e ficado um pouco antes de partir de novo), Villarpando (saudade sempre!), Patrícia (pelas conversas, discordâncias, pelo respeito!), Fau (amiga enrolada, me faz tanto bem!), Marcelinha (aprendi tanto. Morro de saudade!), Gi, Carol, Klebão, Ju, Cynthia, Jéu (um orgulho de jornalista! Esqueça Brasília e venha pra Ssa, vá), Iza, Cari, Mari Frô, Mai, Maysa, Ly (como não amar imensamente, minha paulista, minha amiga, meu amor?!), Gi (a melhor surpresa de aniversário, as melhores ligações em prantos de madrugada, as palavras que me conforta, tanto. Que força é essa que nos liga? Te amo tanto!) e Pin. 

Pela falta que fazem, e ainda assim, sou só amor, a Larissa Fontes (repete a dose e vem me ver dia 01, vai), Amanda e Léo.

Aos que eu tive a oportunidade de redescobrir em 2012

Marianna Prima Linda (obrigado por todas as conversas, obrigado por On The Road. Te amo!), Nai (parceira das noites, minha deusa, minha louca, minha feiticeira! Ela é demais. Pouca gente me faz rir tanto. Te amo!), Paula Yoshie (me fazendo rir com suas caras e bocas, ~eu de boa~), Dani Pessoa (as conversas mais elevadas). Ao reencontro maravilhoso: Tia Darcy, Clari, Tia Mara, Lari. Ao meu mel, minha Mel. Como reclamar de um ano que me deu você? Te amo!

Aos presentes desse ano:
Caco (saudade, porra), Amanda Matos (linda, fofa, apaixonante, que sorte de te conhecer!), Adrielle (bibinha insegura, QUERO BEIJAAAAAAR), Uiu (mais um binhoooo), Rayana (minha diva!), Alile (sou fã!), Cláudio (amigo-drama), Camila (pegar Jamile é nosso podre em comum), Leti Dias (obrigado por cada conversa, por cada momento, por ter me ajudado a ser maior!), Leti Carvalho (Juliana nos uniu, Woody abençoou), Duda (me quer! Voltaaaa), Davi (Um dos maiores presentes desse ano! Dadaaaa, te amo!), Raules (pare de sumir!), Pedro (amigo e futuro colega de profissão, me orgulha muito), Fran (Fran, eu gosto de você! Hahaha).